É interessante como nos apegamos às mais bizarras formas de obsessão...não é comum encontrar uma alma deslumbrada por olhares passados...a graça que havia em ser tão comum....Enquanto hoje, morremos mil vezes tentando ser comum e não conseguimos ressuscitar do período de opulenta estranheza.
Havia de ter sido de outra forma...viverias em um tempo onde a arte não necessitava desesperadamente de palavras...apenas olhares expressivos e enigmáticos transferiam a alma da mais final flor até os olhos do espectador...e a música era uma espécie de mediadora nessa relação...
Ah, poderias ter tido o olhar revoltoso de Clara Bow...ou a face amorosa de Bebe Daniels...
Mas não, foste surgir (cair) em uma era onde tudo é leviandade de espírito...os pecados não mais são coloridos...tudo é colorido (e disso já não se distingue mais o pecado)
Ah, vaidade das vaidades...Tudo é vaidade e aflição de espírito...
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